No mundo da tecnologia voltada para a gestão de organizações públicas e privadas, um dos temas mais discutidos da atualidade é a necessidade de transformarmos os municípios em “Cidades Inteligentes”. Este termo tem vários significados e foi conceituado por autores e organizações com abordagens diversas. Uma das definições mais abrangentes é a do California Institute for Smart Communities:

“Uma Comunidade Inteligente é uma comunidade que fez um esforço consciente para usar a tecnologia da informação para transformar a vida e o trabalho dentro de seu território de forma significativa e fundamental, em vez de seguir uma forma incremental”.

As Cidades Inteligentes então devem gerar um crescimento econômico sustentável e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. Nelas os líderes têm acesso a ferramentas de análise de dados e bases de conhecimento para tomar decisões, prevenir problemas, registrar ocorrências de anormalidade, resolvê-las de forma proativa, mapear ativos e mobilizar recursos para operar de modo mais eficaz e eficiente, aproximando os gestores públicos das facilidades dos processos de melhoria contínua.

cidades inteligentes

Portanto, antes de pensarmos nas soluções tecnológicas disponíveis, temos que voltar nossa atenção para a capacidade das tecnologias de melhorar a vida das pessoas. Para atingir este objetivo há dois pilares que devem nortear as decisões sobre este processo: Pessoas e Interações.

As soluções voltadas para as “Cidades Inteligentes” sejam elas desenvolvidas de forma customizada para uma determinada cidade ou “commodities” utilizadas para diversos fins e que também podem ser aplicadas neste contexto, sempre devem ser instrumentos para atender às necessidades das Pessoas e a permitir sua Interação na Cidade (gestores e administradores de organizações governamentais e privadas, munícipes e visitantes) de forma simples e usual. Para isto estas soluções devem permitir que as Pessoas Interajam com todos os ativos, ambientes e processos que sejam relevantes para sua vida na comunidade.

Para as “Pessoas”, as soluções precisam atender as necessidades de cada perfil: para os gestores, elas devem gerar dashboards e relatórios estratégicos, os administradores dos processos precisam de painéis de controle com indicadores táticos, os coordenadores operacionais devem acompanhar a execução dos projetos através dos planos de ação e workflows automatizados com a capacidade de interação com cidadãos. Para os munícipes, os objetivos são acesso à informação e possibilidade de comunicação e interação com ativos e gestores além do acompanhamento de solicitações de serviços e demandas da comunidade.

Assim as Pessoas (gestores e administradores de organizações governamentais e privadas, munícipes e visitantes) consegue monitorar o status de todos os ativos e processos da Cidade em tempo real, com opções de Interação de acordo com suas necessidades de decisão do momento (divisões por áreas, instrumentos, unidades físicas ou lógicas, etc.).

Quando falamos das “Interações”, não há mais diferenças e distância entre Dados, Voz e Imagens. Para as “Pessoas”, os processos destas interações devem integrar as informações oriundas de sistemas legados e existentes, enviadas por munícipes e visitantes por meio de aplicativos ou coletadas em toda a cidade de maneira automatizada por sensores (câmeras, alarmes, microfones, etc.) ou por funcionários, disponibilizando-as para as Pessoas com autonomia para tomada de decisões e comando, e para o público que precisa estar ciente destas informações (gestores e cidadãos).

No conceito “Cidades Inteligentes”, o tamanho do município não é o referencial, mas sim a velocidade de implantação destes processos e as melhorias resultantes das integrações. 

Aspectos como integração, gestão de indicadores e aproximação tecnológica com os cidadãos são temas que não são medidos pelo número de habitantes ou tamanho do orçamento de uma Prefeitura. Estas questões se relacionam muito mais com as intenções e vontades políticas de cada município em elevar o patamar de sua gestão e a conciliação entre a decisão técnica e a política.

Neste novo contexto, ferramentas e políticas de gestão municipal como o Plano Diretor, ganham ainda mais importância, impulsionadas por funcionalidades de automatização de seus processos e distribuição digital de suas ações (planos de ação) entre todos os órgãos, servidores e fornecedores além de permitir aos cidadãos o acompanhamento da execução destas ações seguindo o princípio da transparência da gestão pública.

O aprimoramento dos instrumentos de gestão pública através da tecnologia da informação permite aos governantes multiplicar seus resultados e trazer novos e concretos benefícios a todos os envolvidos, independente de sua posição ou nível de atuação (estratégica, tática ou operacional).

Um exemplo de soluções para “Cidades Inteligentes” é o Smart Grid, ou redes digitais inteligentes de transmissão e distribuição de energia, que a partir da comunicação e conexão de toda cadeia produtiva (usinas, distribuidoras, estados, prefeituras, agências e consumidores), traz benefícios a todos os envolvidos por meio do planejamento adequado e aplicação de tecnologia da informação em todo o sistema elétrico.

Outro componente de ampla aplicabilidade sob este cenário é a gestão de indicadores onde cada instrumento ou ativo municipal pode ser classificado pela sua relevância e criticidade, estágio atual de conservação e conformidade com as regulamentações locais e superiores, e passa a ter seus indicadores de desempenho e a qualidade dos serviços prestados monitorados.
Esta ferramenta facilita a padronização de análise dos ativos por qualquer indicador (da prefeitura ou de outro órgão), suportando decisões de manutenção, melhorias nas instalações e gerenciamento de obras, garantindo o monitoramento automatizado de cada fase de implantação, a distribuição de atividades, registro de ocorrências e evidências e a definição do status de cada ativo.

O Prefeito melhora e amplia a relação com seus Secretários, Gestores e Coordenadores, e estes em cadeia, pois todos possuem informações mais precisas e integradas da Cidade como um todo, tomam decisões com o apoio de gráficos e relatórios executivos que refletem a situação do seu município em tempo real, reduzindo o tempo de resposta à incidentes, aumentando a eficácia dos investimentos e recebimento de recursos de apoio, assim como melhorando a eficiência dos serviços prestados à população.

A administração pública se aproxima dos munícipes com ferramentas tecnológicas já utilizadas em grande escala pela população como portais de Internet, SMS, Redes Sociais e Aplicativos para Smartphones e Tablets.

Com uma gestão mais eficiente, o Prefeito e seus gestores ganham mais tempo para interagirem diretamente com a população e, graças ao conhecimento em tempo real da situação da Cidade, os debates são direcionados para a resolução dos problemas mais relevantes, já com dados de causas, efeitos e ações de melhoria em tramite. 

Nas Cidades Inteligentes as Pessoas que fazem parte do Poder Público executam melhor suas funções com o apoio de ferramentas tecnológicas que proporcionam maior conhecimento e facilidades para planejar, executar, regular, fiscalizar e aprimorar a gestão da cidade.

Nestas Cidades a Interação, integrada por meio da tecnologia, garante o atendimento mais rápido de metas, objetivos e programas garantindo velocidade e segurança na comunicação entre órgãos internos do Município, com outras esferas e principalmente com o Cidadão.

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Renato Teodoro Tocaxelli

Especialista em segurança da informação da Módulo Security, graduado em ciência da computação, pós-graduado em gestão de negócios e mercado eletrônico pela FGV. Experiência de mais de 20 anos na área, com destaque ao atendimento de Governo, Defesa e Cidades Inteligentes, assim como desenvolvimento de soluções em GRC (governance, risk e compliance), segurança da informação, tecnologia da informação, comunicação eletrônica e EDI.
Gerenciamento de equipes de consultores, dimensionamento de projetos e Planejamento Estratégico de GRC, com destaque na estruturação de Centros Integrados de Comando e Controle e conformidade com procedimentos e normativas de infraestrutura crítica.

A Módulo é uma empresa brasileira, com atuação internacional, especializada em soluções para Governança, Riscos e Compliance. É líder nos segmentos de Segurança da Informação e Gestão de Vulnerabilidades em TI ( IT GRC ), Gestão de Riscos Operacionais, Gestão de Riscos Corporativos ( ERM – Enterprise Risk Management), de Centros Integrados de Operações para Gestão por Indicadores, Cidades Inteligentes e Grandes Eventos.
Rua do Carmo 43 - 7 andar
Rio de Janeiro
BR
Phone: (21) 2123-4600
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