Na era digital em que vivemos, estamos cada vez mais expostos, logo, garantir a segurança das informações passa a ser uma “questão de sobrevivência”. Essa afirmação pode ser evidenciada pelas dezenas de manchetes a que temos acesso em todos os veículos midiáticos sobre ataques cibernéticos, acessos a websites falsos, spams, phishings e fraudes de boletos, que levam a roubo de dados pessoais e corporativos, vazamento de informações bancárias, divulgação não consensual da intimidade, entre inúmeros outros eventos que afetam a segurança tanto física quanto virtual de milhares de pessoas e organizações.

Muitas pessoas têm o costume de achar que as coisas acontecem apenas com terceiros – com aqueles sujeitos que vemos nas manchetes – mas não conosco. A consequência disso é nos tornarmos descuidados diante de uma ameaça iminente que alcança todas as camadas sociais e todos os ramos de negócios. As questões que devemos solucionar são: você sabe guardar seus dados corretamente?; sua empresa pode confiar que as informações serão mantidas a salvo? Se a sua resposta é “não”, parabéns. Você está consciente dos riscos aos quais está exposto e precisa se preparar para evitá-los. Mas se a sua resposta a estas perguntas for “sim”, talvez você ainda esteja subestimando as ações que exponham sua vida pessoal e seus negócios às vulnerabilidades.

A partir desses questionamentos percebemos onde se pode encontrar o elo mais fraco desta corrente: nas pessoas. Quando se fala em Segurança da Informação, a área tecnológica é o que logo vem à cabeça, como, computadores, celulares, antivírus e internet. Contudo, segundo o relatório de serviços de segurança da IBM em 2014, mais de 95% dos incidentes de segurança registrados pelo instituto estavam relacionados a ações humanas.

Portanto, a possível ingenuidade, inexperiência ou a falta de conhecimento mais específico das pessoas estão entre os fatores que mais levam a incidentes de segurança. Clicar em anexos infectados e hyperlinks inseguros são os erros mais corriqueiros. Além disso, existem muitos perigos trazidos pelo uso inconsequente das redes sociais digitais. Publicações pessoais e familiares de usuários que indicam a ação que estão praticando naquele momento, suas atividades de rotina ou o local exato onde se encontram, com direito a mapa e outros detalhes, são imprudentes, visto que as informações podem ser facilmente acessadas por “amigos”, “conhecidos”, bem como por qualquer outro indivíduo externo. Imagine, por exemplo, se sua casa fosse roubada após sua postagem sobre os maravilhosos dias de férias na praia? Seu sonho teria se transformado em pesadelo num piscar de olhos, ou melhor, numa simples atualização de status.

Os perigos do uso inconsciente de aplicativos virtuais são reais: riscos de roubo, exposição da intimidade, reflexos negativos na vida profissional e complicações gerais na vida pessoal. Todo cuidado é pouco!

Hackers e profissionais da área de tecnologia já estão cientes de que as informações que detemos são sinônimo de poder. O acesso ilimitado a dados e documentos, sob domínio de indivíduos maliciosos, resulta em prejuízos – morais, financeiros, profissionais ou psicológicos – imensuráveis. Portanto, devemos todos estar atentos às ações básicas de Segurança da Informação e deter o controle sobre as informações pelas quais somos responsáveis – tanto pessoais quanto corporativas – a fim de afastar qualquer ameaça que comprometa sua vida nos planos físico e virtual. Quando nossas informações virtuais estão protegidas, a vida real também se torna mais segura.

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